Dicas da Lulu
A Gravidez e a Mulher que Dança
Num momento tão importante quanto a gestação nosso corpo se modifica a cada dia. Novos contornos se desenham e formas se arredondam trazendo para a realidade o desenvolvimento do bebê, ainda escondido do mundo, mas tão presente dentro de nós.
Muitas mulheres, durante esse período são assaltadas por dúvidas, as mais diversas possíveis, sobre suas limitações e cuidados durante a gravidez.
Para uma mulher saudável e em forma para dançar é uma das coisas mais gostosas que podemos fazer durante essa fase. Nosso corpo se transforma mês e mês e, de acordo com o ganho de peso, vamos sentindo cada vez mais a força da gravidade, e a oscilação do equilíbrio se modificando e adaptando na mesma medida em que a gestação prossegue.
Os limites para a prática da dança durante esses meses devem ser estabelecidos em harmonia com suas sensações, respeitando seu conforto e bem-estar. A movimentação de nosso corpo grávido favorece a leveza e a adaptação gradativa às mudanças mensais e nos prepara de forma suave para o parto, na medida em que alongamos e flexibilizamos as diversas partes do corpo, exercitando através da dança através da dança a expressão e liberando nossas emoções, sejam elas quais forem.
Dançar antes de tudo é uma forma de exteriorizar o que sentimos, seja bom ou ruim, alegria ou medo, incerteza ou prazer, o movimento interioriza suas sensações e devolve para o mundo de forma diferente através da música e dos desenhos que delineamos no ar quando nos movemos.
Talvez por não ser uma cena comum, a visão da mulher grávida dançando provoque tantas reações adversas. Surpresa, espanto, curiosidade são apenas algumas, mas depois de alguns minutos, tudo se transforma em encantamento.
Uma vez tivemos o prazer de receber uma de nossas bailarinas, então no quinto mês de gestação, se apresentando na casa de chá. Era dia das mães e ela foi o nosso presente para as mulheres que nos visitaram naquele dia. Devo dizer, que eu própria, me senti presenteada com a sua presença naquela noite. Shams estava linda, muito feminina e delicada, no melhor momento da gravidez, dançando com o coração. Cada sala que assistia a sua apresentação se via envolvida numa aura especial, difícil descrever. Até hoje me lembro daqueles momentos e guardo para sempre as impressões que recebi.
A mulher grávida dançando tem algo a mais, plena em feminilidade, ela é o próprio símbolo da natureza. Iluminada por seu próprio estado ela pode cantar e emocionar a qualquer pessoa tocada por sua dança.
A gravidez não é um tempo reservado para hibernação ou exclusão do mundo mas sim a aceitação plena de nossa função nesse mundo, receber vida e doar vida através de nosso corpo. Uma mãe dançando é a visão mais criativa que podemos ter da dança do ventre, pois essa mulher está criando em todos os sentidos...
No mundo oriental, diferente do que a maior parte do público imagina, as origens da dança não são tão fortemente ligadas ao erotismo e à sexualidade apenas. Sendo uma das mais antigas formas de dança, originam-se com rituais religiosos, anteriores ao período bíblico, os ritos veneravam a maternidade e faziam parte da preparação das mulheres para o parto. Talvez seja esta a forma mais antiga de instruir as mulheres para o momento de dar a luz. Segundo Farab Firdoz, uma dançarina de Bahrein na Arábia Saudita, a dança ainda era apresentada em sua forma original até os anos 50 nas partes menos ocidentalizadas de seu país, em volta da cama do parturiente, por um círculo de companheiras de sua tribo. Nesta forma ritualística, homens nunca eram convidados para assistir e nem sua entrada no quarto era permitida. O propósito dessa dança em especial era hipnotizar a mãe em trabalho de parto para que ela imitasse as outras mulheres com seu corpo e dessa forma reagisse melhor aos estímulos e contrações do útero, trabalhando a favor do nascimento do bebê não contra, concentrando-se na dor. Isto ajudava a mulher a se movimentar com as contrações e não se opor a elas. Infelizmente o ocidente trouxe junto com a tecnologia a sua própria visão da dança, erotizando-a sem necessidade. Gerações de mulheres beduínas poderiam ter seus filhos hoje não apenas com os benefícios de modernos hospitais e condições perfeitas de assepsia, mas também os conhecimentos milenares de sua avós sobre o parto e o papel da dança nisso tudo. Até mesmo esse povo começa a ver o sexo num simples exercício para auxiliar as funções naturais de nosso corpo. Como resultado, a prática do ritual tradicional de parto morre e dá lugar à modernização de tudo, até mesmo daquilo que nunca deveria ter sido modificado. Outros povos como os Maoris e Havaianos tem um ritual próprio de preparação para o parto, envolvendo exercícios pélvicos e abdominais específicos. A idéia de que a criança tem que ser trazida ao mundo com dor é uma idéia religiosa, baseada no conceito do pecado original e na penalidade por isso. A bíblia diz: “em sofrimento vós dará a luz...” nada é dito sobre exagerada ou insuportável dor, e ainda assim, a idéia de uma dor absurda paira sobre as nossas cabeças, desde que somos crianças, desde que o parto natural é mencionado. No lugar de trabalhar nosso corpo e prepará-lo para o momento do parto da forma mais suave possível, relaxando a musculatura e propiciando o relaxamento necessário, tencionamos cada vez mais e construímos nós mesmas as barreiras para um nascimento feliz. Hoje em dia, nosso mundo felizmente vive um instante de mudança e a procura pelo parto natural cresce cada vez mais. Médicos interessados nesse processo oferecem suporte às suas pacientes com equipes multidisciplinares que auxiliam a mulher durante toda a gestação e lhe dão apoio e a orientação necessária para que o movimento do nascimento do seu filho passa ser vivido e necessário como ele deve. Trazer uma pessoa nova ao mundo é uma grande aventura e todos os envolvidos nessa viagem devem estar preparados para o caminho e a prazerosa chegada.
Durante minhas gestações pude ter uma orientadora maravilhosa, que acompanhou meus processos, minhas dúvidas e me indicou em cada nova etapa qual era a minha parte, o que meu corpo pedia, como estava meu bebê.
Algumas pessoas ficam marcadas para sempre em nossa vida. Jéssica Portela foi a minha companheira de viagem, estava lá do lado da cama me ensinando como usar meu corpo da melhor forma para trazer meus filhos para esse mundo. Ela de certa forma é uma versão moderna e necessária das antigas mulheres que dançavam em volta da cama da mãe em trabalho de parto para lhe aliviar e ajudar, oferecendo sua contribuição e participando de cada novo nascimento.
Para ela, todo meu carinho e uma gratidão sem fim.
Como avaliar sua própria dança sob um olhar mais detalhado
Se vc quiser avaliar sua dança profissionalmente, atente para estes critérios: eles definem pontos a serem trabalhados de acordo com cada estilo escolhido em sua performance.
Alguns são pertinentes a todas os estilos.
Perceba que o que está presente na análise de uma peça clássica serve para todas as outras também.
Relação de critérios por partes da apresentação:
Entrada
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Entrada, qualidade de entrada, calma e eixo
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Trabalho com véus, desenvolvimento e habilidades previamente estruturados
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Momento da entrada apropriado ou não. Toda música clássica tem o momento adequado de entrada, portanto a escolha da bailarina exemplifica sua preparação e conhecimento.
Música clássica
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Deslocamentos, respeitando a dinâmica e solicitação sonora.
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Expressão facial e capacidade dramática
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Aproveitamento espacial
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Base dos pés e linha das pernas. Elegância e qualidade durante o movimento.
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Diferença entre contagem de tempo e interpretação musical
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Noção das mudanças de humor na música e respeito as frases melódicas. Como aproveitar da melhor maneira o arranjo orquestral, e os solos presentes na peça musical.
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Qualidade da meia ponta – Linha postural
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Definição e limpeza na execução dos passos
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Os braços como moldura de seu corpo – Harmonia e delicadeza. Concepção da movimentação dos mesmos e dinâmica dentro da dança.
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Qualidade da emenda entre os passos – quebra ou fluidez
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Giros
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Diversidade no repertório de passos
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Leitura poética da melodia – redondos, oitos e ondulações
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Decomposição de passos e criatividade
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Construção da finalização.
Variações na qualidade de execução - Efeitos que podem ser acoplados aos passos dependendo da forma como a técnica é utilizada:
- Diferença entre o forte e o fraco
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Intenso e delicado
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Grande e pequeno
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Acentos secos ou com reverberação
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Movimentos longos ou curtos
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O tamanho do som deve ser o tamanho do movimento
Em outras palavras, o movimento deve ser igual em intensidade, intenção, e duração ao som que o provoca. A procura da harmonia perfeita entre som e movimento. Seu corpo é a música em cena!
Música moderna
- Informalidade
- Expressão com o público
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Capacidade criativa mesmo quando a música é linear
Solo de percussão
- Grau de dificuldade dos passos escolhidos
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Elemento surpresa
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Variações na qualidade da execução
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Relaxamento ao estar dançando
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Presença de palco
Folclore
- Compreensão do estilo escolhido
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Escolha da musica
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Traje
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Variação de passos
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Capacidade criativa
A meia ponta - essencial na Dança Clássica Oriental
Bases primordiais para uma meia ponta estruturada
Os princípios deste texto partiram da colaboração maravilhosa de Sasha Holtz.
1. Imagine que as costelas (os ossinhos do tronco) formam uma gaiola e dentro dela tem um passarinho. Se você fechar a gaiola demais, ou seja, não segurar o tronco, você mata o passarinho. E se você abrir demais, deixar os ombros abertos demais, ultrapassando a linha limite, o passarinho vai sair.
Tem que deixar o passarinho dentro da gaiola, mas sem matá-lo!!!
2. Imaginar que nas axilas vivem dois amiguinhos, o Kiko de um lado, e a Keka do outro, e para mantê-los vivos deve deixar que eles respirem.
3. Para deixa-los respirar deve-se deixar os braços descolados das axilas. Se ficarem grudados vai acabar matando de asfixia estes moradores, e não é esse o nosso objetivo.( NÃO CUSTA UM POUQUINHO DE HUMOR!!)
4. Asas de urubu (péssimo exemplo): o urubu de vez em quando abre as asas e as deixa assim para que sequem, com o peso elas começam a cair, além de o urubu já ter um péssima postura com ombros arqueados, fazendo suas asas parecerem mortas.
5. Asas de águia (um bom exemplo): a águia já nasceu com uma certa postura, peito aberto, braços alongados que são percebidos ao vê-la voar. Pensar em manter os braços como as asas e uma águia “abertos e alongados”.
Posições dos pés e pernas
O ballet foi baseado na concepção de que ao virar os pés e as pernas pra os lados externos do corpo, isto é, para fora, não somente se conseguia atingir mais estabilidade e maior facilidade na movimentação, como também maior beleza de linhas.Essa concepção é chamada de en dehors (para fora), o que é adquirido lentamente sem ser forçado.
Não se deve pedir a alunos principiantes um perfeito en dehors antes de seus músculos estarem aptos a executá-los sem demasiado esforço.
Porém, este movimento antinatural deve se tornar para um bailarino uma segunda natureza.
Portanto, no ballet, o princípio básico mais importante é o de aprender a virar as pernas, que em sua posição normal estão para a frente, para os lados, com a ponta dos pés para fora,
os calcanhares para dentro, os joelhos e as coxas acompanhando as pontas dos pés.
É importante adquirir a facilidade de virar as pernas en dehors a partir da coxa até o pé, sem a ajuda dos quadris e do corpo. Porém, não é recomendável forçar demais os principiantes para evitar
defeitos posteriores nos pés e nos joelhos.Para tudo isso, porém, é também necessário uma boa colocação dos pés, que devem estar relaxados e com o peso do corpo bem distribuído
(sem deixá-los cair nem para um lado nem para o outro).
Distribui-se o peso do corpo em cima do pé tomando como ponto de apoio o seu meio. Além disso, quando no ar, o pé deve estar extremamente esticado, sendo que as pontas dos dedos vão para baixo forçando assim o calcanhar para fora (frente).
En Dedans - Para dentro. Em passos e exercícios o termo en dedans indica que a perna, à terre ou en l'air, se mexe em movimento circular em sentido anti-horário de trás pra frente
En Dehors - Para fora. Em passos e exercícios o termo en dehors indica que a perna, à terre ou en l'air, move em uma direção circular, em sentido horário de frente pra trás.
Relevé - Elevado. Uma elevação do corpo em pontas ou meia pontas, ponta ou meia -ponta. Foi feita seqüência de oito tempos, segurando na meia ponta durante 2 tempos, depois quatro. E etc. Utilizamos também troca de peso, sustentar numa perna só para ajudar no equilíbrio para os arabesques.
Tendu - esticado. Termo utilizado quando para designar um movimento em que uma das pernas é esticado. Foi feito exercícios indo frente, lateral e trás. Importante lembrar: trajetória do pé, o dedão (ou melhor os dedos) são os últimos a sair do chão, o pé sai como que lambendo, e na volta é o contrário, o calcanhar é o último a encostar no chão.
Giros
Souteni – sustentado. É quando sai normalmente de sua posição para girara sobre si mesmo. O passo pode ser feito para as laterais ou para frente (utilizado na dança do ventre em seqüências com arabesque).
Chainés - Uma série de voltas rápidas na ponta ou demi-pointe feitos em linha reta dentro de um círculo.
Literatura de Ballet - Indicações
Dicionários:
- Dicionário de Ballet – Madeleine Rosay – Editora Nórdica
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Dicionário de Ballet e Dança – Antonio José Faro e Luiz Paulo Sampaio – Jorge Zahar Editor
História dos Grandes Ballets
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Giselle e outras histórias de Ballet I – Luiza Lagoas – Editora Nórdica
- Carmem e outras histórias de Ballet II - Luiza Lagoas – Editora Nórdica
- Sílvia e outras histórias de Ballet III - Luiza Lagoas – Editora Nórdica
- Ballet Uma Arte – Dalal Achar – Ediouro: “É uma enciclopédia, tem nomenclatura, histórias dos ballets, sobre a dança, as coreografias, o mundo do ballet, um capítulo sobre a alma na dança, além de noções de música clássica, glossário e algumas bibliografias sobre grandes nomes como Martha Graham, Nijinsky, Fokine e outros.” - Sasha Holtz
- Ana Botafogo Na Magia do Palco - Ana Botafogo e Suzana Braga – Editora Nova Fronteira: “É o 1o. Livro da Ana.Ela conta a história do ballet e juntamente a sua, os primeiros passos, o reconhecimento, as derrotas, as dificuldade e os obstáculos durante sua carreira. Conta também as histórias dos Grandes Ballets que dançou em sua carreira, e o seu envolvimento com os papéis, o trabalho de interpretação, de se deixar viver na pele da personage. Enfim, todo o trabalho por trás dos bastidores, entre ele e o coreógrafo,ou ela e um mestre. É uma viagem junto com a Ana” - Sasha Holtz
- Ana Botafogo na ponta dos pés , a trajetória de uma estrela -
Baseado em entrevistas para Leda Nagle e Dalal Achar – Editora Globo.
“Nesse 2o. livro, Ana nos leva para o mundo do Ballet onde se desenrola o dia-a-dia de uma bailarina. Não deixa de ser o mundo de `glamour` que nos vem á mente, mas o mundo de árduas batalhas diárias, do medo de um novo desafio, dos medos de qualquer grande estrela, dos ensinamentos sutis de grandes mestres. É uma lição não só de dança, mas de persistência e amor á arte” -
Sasha Holtz
- Márcia Haydée – Uma Vida para a Dança - Telma Mekler e Márcia Haydée – Relume Dumará -
“É um dos livros que guardo comigo com certo carinho para de vez em quando abri-lo e ler alguns trechos, devido aos grandes ensinamentos que foram transmitidos á Márcia e que ela transmite nesse livro.Ela conta sua trajetória desde que deixou o Rio em busca de uma oportunidade no exterior. Mostra como é vida árdua de uma artista em início de carreira, mas o mais sábio de sua trajetória é quando ela conhece Cranko (John), o coreógrafo que a levou para o Stuttgart, e que a transformou em “ Musa Inspiradora”. Foi ele quem acreditou no potencial dela e a fez crescer, tanto que muitos chamavam-a na época de“ A Bailarina de Cranko”. Além disso ela conta a época em que trabalhou com Maurice Béjart, e seu envolvimento com os homens de sua vida, como seu avô, Maurice, Cranko, Jorge Donn e outras que sempre estiveram ao seu lado tanto nas horas boas como nas ruins.
Uma das coisas que aprendi é o que um mestre faz. Os mestres são aqueles instrumentos divinos que sabem desenvolver um talento quando o encontram, fazendo com que estes se libertem do físico, colocando o sentimento, e emoção e sobretudo á entrega de alma no palco. (sorte dos talentosos que os encontram!).
Como diz Béjart “ Eu não ensinei nada para a Márcia. Somente ajudei-a a se liberar”
- Sasha Holtz
- Memória do Sangue – uma autobiografia de Martha Graham -
Martha Graham – Editora Siciliano.
“Martha nos leva para o seu mundo, o mundo de suas inspiraçõe e, de sua trajetória.
Nos conta o que ensinava aos seus discípulos, a essência que a movia, como os ensinava á umtrapassar os obstáculos que se levantavam. Para mim é um livro de ensinamentos e de descobertas, aprendo cada vez mais com suas lições.” -
Sasha Holtz
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